miércoles 7 de octubre de 2009


Eu conheço a partida dos nossos desejos.
E os destroços que passavam por nós como cavalos do mar.

Mas não no cais do porto.
Não no gigante da Grimaldi Lines.
Porque lá a plataforma flutua impassível e
o barulho dos motores é o mesmo que sempre soou.

Há um rio que desemboca nas asperezas dos meus pés e a distância fluvial
que percorro só me leva de volta a esse mesmo lugar.

lunes 13 de abril de 2009

Não sei se sou um indivíduo em trânsito.

Talvez eu seja um indivíduo em engarrafamento.

=P

jueves 9 de abril de 2009


Vinha sempre. Mas eu nunca me resignei.

lunes 6 de abril de 2009

Pensou que estava condenada a si mesma.
E achou que não era tão ruim.

miércoles 1 de abril de 2009

Monólogo inicial

Eu poderia usar mil desculpas.
Mas não uso.
Talvez eu não preste.
Mas eu nunca me prestei a nada disso.

Imagino os fios que me ligam aos outros. Gostaria de poder desembaraçá-los. Seria tão bonito poder te mostrar um por um. Este azul é bem fino, mas forte. Atravessou tantas épocas. Agora olhe esse: curto e grosso - mal sabe que sua existência tem prazo de validade. Nesse amarelo as fibras não formam um padrão único, elas explodem em redes de signficados que eu apenas começo a compreender. Mas deixe este para lá e observe o vermelho: bonito, não? Mas se quebrou. O roxo? Ele é estranho, começou antes que eu mesma começasse.

Talvez eu não preste.
E por isso peço desculpas.
Para me livrar da culpa.
Exorcizá-la para onde as palavras não a alcançam.

Mas no final, eu sei que, quando nada é natural, não existe perdão.

Cai o pano

"Querida imaginação, o que mais amo em ti é que não perdoas."
André Breton

lunes 9 de marzo de 2009

À tarde


E de tanto querer contar eu fico só com as palavras mais simples.

E eu falo para tentar encontrar um jeito de encarar o sol lá fora.